Giro em minhas saias mais uma vez.
Novamente...
Paetês brilham,
Purpurina voa
pela passarela da dança.
Dessa vez minha dança é triste.
Danço a morte,
pois esqueci como louvar a vida.
O Tule preto rondando... Rodando...
O corpete apertado,
Tirando o ar,
Sufocando... Matando...
Aos poucos,
Profundamente doloroso.
E mais uma vez a voz ordena:
“Dança, anjo das trevas!"
E rodopio pelo palco
Teatro de palhaços,
Manipulados pelo demônio.
O corpo sem vida,
Dançando conforme a melodia.
"Dança mais, maldita"
Mais uma vez a voz grita
E como fantoche,
Brinquedo em suas mãos,
Giro... Rodopio... Danço...
E horas nesse martírio.
"Pare já não agüento mais..."
- imploro em lágrimas-
“Dance!"
diz sem nenhuma piedade
E essa tortura não tem fim,
Talvez tenha mesmo que ser assim.
Mas... Quem sabe...
Um dia...
Quando acabar toda essa agonia...
Sobrarão, ensangüentadas, as minhas sapatilhas...
sexta-feira, 27 de março de 2009
*Amor Infernal*
Mostrou-me as profundezas do mundo inferior
No jardim tortuoso de meus sonhos
deixastes caídas as flores,
Rosas essas não colhidas e já secas.
Oh Morgoth, deste-me tanto amor
Alimenta-me a alma desiludida
nesse mundo tão sujo
Se ao fitar-te,
meus olhos são de rainha,
Saiba, meu doce amor,
que és tu quem me inspiras.
Também as esperanças perco eu,
mas as reencontro ao ver-te,
Tão sublime e encantador
Em sua carruagem, segurando as correntes.
Guia-me ao inferno, querido.
Não tenho medo estou contigo
A ti fundir-me mais tenho como meta
Enfrentando os problemas
Destruindo o ódio que nos cerca.
Oh, meu amado,
Esse gosto de sangue que sentes
E o pecado escorrendo por nossos corpos,
São frutos de minha loucura, meu devaneio.
Quando sinto tua cabeça recostada em meio seio.
No jardim tortuoso de meus sonhos
deixastes caídas as flores,
Rosas essas não colhidas e já secas.
Oh Morgoth, deste-me tanto amor
Alimenta-me a alma desiludida
nesse mundo tão sujo
Se ao fitar-te,
meus olhos são de rainha,
Saiba, meu doce amor,
que és tu quem me inspiras.
Também as esperanças perco eu,
mas as reencontro ao ver-te,
Tão sublime e encantador
Em sua carruagem, segurando as correntes.
Guia-me ao inferno, querido.
Não tenho medo estou contigo
A ti fundir-me mais tenho como meta
Enfrentando os problemas
Destruindo o ódio que nos cerca.
Oh, meu amado,
Esse gosto de sangue que sentes
E o pecado escorrendo por nossos corpos,
São frutos de minha loucura, meu devaneio.
Quando sinto tua cabeça recostada em meio seio.
*O Veneno da Serpente*
Carrego em minha boca
o veneno da serpente,
que me escorre pela garganta
acumulado entre os dentes.
Tenho nas entranhas um misto de
sentimentos, a irá da víbora
que desliza em segredos, traiçoeira
e escondida, aguardando meus desejos.
Carrego em meu peito
uma naja enrolada,
do lado esquerdo ela me prende
do outro ela me abraça.
Controlando-a
a cada dia que se passa,
não deixando seu veneno
ultrapassar minha couraça.
E vou mantendo esta serpente...
não deixando o seu veneno se
destilar em minha mente.
o veneno da serpente,
que me escorre pela garganta
acumulado entre os dentes.
Tenho nas entranhas um misto de
sentimentos, a irá da víbora
que desliza em segredos, traiçoeira
e escondida, aguardando meus desejos.
Carrego em meu peito
uma naja enrolada,
do lado esquerdo ela me prende
do outro ela me abraça.
Controlando-a
a cada dia que se passa,
não deixando seu veneno
ultrapassar minha couraça.
E vou mantendo esta serpente...
não deixando o seu veneno se
destilar em minha mente.
*O Medo*
O medo bloqueou minha estrada
limitou meu espaço,
acorrentou minha alma,
travou meu passo.
O medo cercou minha trilha
enforcou-me num laço
calou minhas palavras,
me tornou seu escravo.
O medo matou dentro de mim
uma semente chamada liberdade
aquela que brota com o vento
e semeia a felicidade.
O medo confinou meu ser,
nas entranhas do destino,
num emaranhado
como de um arame farpado,
arruinado e desprovido.
O medo me condenou,
me batizou
com minhas lágrimas,
selou minha boca
cegou minha verdade,
esfacelou meu sonho
e amordaçou minha vaidade.
O medo amputou minha força
Esquartejou minha coragem
Esfaqueou meu peito...
Tornou-me um covarde.
O medo escureceu meu brilho
Apagou minhas estrelas
Secou meu riacho
Murchou minha flor
Tornou-me seu capacho.
O medo quebrou o cristal polido,
estilhaçou em mil pedaços minha face
de vidro, não sou mais eu ,
agora sou apenas...cacos perdidos.
limitou meu espaço,
acorrentou minha alma,
travou meu passo.
O medo cercou minha trilha
enforcou-me num laço
calou minhas palavras,
me tornou seu escravo.
O medo matou dentro de mim
uma semente chamada liberdade
aquela que brota com o vento
e semeia a felicidade.
O medo confinou meu ser,
nas entranhas do destino,
num emaranhado
como de um arame farpado,
arruinado e desprovido.
O medo me condenou,
me batizou
com minhas lágrimas,
selou minha boca
cegou minha verdade,
esfacelou meu sonho
e amordaçou minha vaidade.
O medo amputou minha força
Esquartejou minha coragem
Esfaqueou meu peito...
Tornou-me um covarde.
O medo escureceu meu brilho
Apagou minhas estrelas
Secou meu riacho
Murchou minha flor
Tornou-me seu capacho.
O medo quebrou o cristal polido,
estilhaçou em mil pedaços minha face
de vidro, não sou mais eu ,
agora sou apenas...cacos perdidos.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
O que vc fez comigo???
Não vejo seus olhos, mas posso sentir que é verdadeiro tudo que me escreve.
Que mesmo distante, somos um só quando estamos juntos...
Esta magia que podemos desfrutar através dessa tela,
traz-me de volta um sentido para a vida...
Nunca vi sua boca, mas posso ouvir seu riso
e suas palavras de ternura quando nos encontramos...
Buscamos um mundo igualmente idealizado,
somos parecidos no que vivemos,
somos parecidos no que sonhamos,
e temos por alguns momentos as mesmas sensações...
Não nos conhecemos pessoalmente,
mas conseguimos sentir o amor que nasceu,
e até acreditarmos que tudo isso poderia um dia ser real...
Temos saudades um do outro,
e sentimos falta quando não nos falamos,
chegamos a pensar que tudo é loucura!!!
Mas eu lhe digo: - São os nossos sentimentos verdadeiros,
mesmo que distantes, estamos nos desejando, e não nos enganando...
Quero você e você me quer, e sempre que temos um tempo,
paramos a imaginar como seria viver tudo isso com mais intensidade...
A distância que estamos assombra os nossos corações,
com o medo de que nunca possamos nos encontrar,
mas um amor como o nosso, tão puro e verdadeiro nos faz seguir em diante,
nos da forças para lutar e mostrar para o mundo que para o amor não existe...
Quem foi que disse que pra estar junto precisa estar perto????
Simplesmente vou te amar com todas as forças de minha alma...
Sempre e para sempre!!!
Que mesmo distante, somos um só quando estamos juntos...
Esta magia que podemos desfrutar através dessa tela,
traz-me de volta um sentido para a vida...
Nunca vi sua boca, mas posso ouvir seu riso
e suas palavras de ternura quando nos encontramos...
Buscamos um mundo igualmente idealizado,
somos parecidos no que vivemos,
somos parecidos no que sonhamos,
e temos por alguns momentos as mesmas sensações...
Não nos conhecemos pessoalmente,
mas conseguimos sentir o amor que nasceu,
e até acreditarmos que tudo isso poderia um dia ser real...
Temos saudades um do outro,
e sentimos falta quando não nos falamos,
chegamos a pensar que tudo é loucura!!!
Mas eu lhe digo: - São os nossos sentimentos verdadeiros,
mesmo que distantes, estamos nos desejando, e não nos enganando...
Quero você e você me quer, e sempre que temos um tempo,
paramos a imaginar como seria viver tudo isso com mais intensidade...
A distância que estamos assombra os nossos corações,
com o medo de que nunca possamos nos encontrar,
mas um amor como o nosso, tão puro e verdadeiro nos faz seguir em diante,
nos da forças para lutar e mostrar para o mundo que para o amor não existe...
Quem foi que disse que pra estar junto precisa estar perto????
Simplesmente vou te amar com todas as forças de minha alma...
Sempre e para sempre!!!
†SOS†
Cada dia chuvoso
Calafrios num canto
Com o mundo furioso
Porém nem tanto
Pensando em tudo que acontece
Vendo tudo, mas nem parece
Chateado e sozinho
Precisando de carinho
De cabeça baixa
Pensando no mundo,
nada se encaixa
Por que estou aqui
Tão longe de ti
Não me importo mais com nada
Sou uma criatura desalmada
E importo somente com ti
Minha alma entrego a ti
Mesmo sem pensar
Sei que estou a te amar
Mais dias frios passarão
Antes que eu controle meu coração
Nada mais posso fazer
A não ser viver
Sabendo que afinal
Essa dor é tão forte
Que espero pela morte
Só assim acabaria
Pois não mais existiria
Sem chance de conseguir
Alguém para amar
Por agora desistir
De procurar
E a chuva não acaba
Não penso mais nada
Apenas em desistir
Deixar de existir...
Calafrios num canto
Com o mundo furioso
Porém nem tanto
Pensando em tudo que acontece
Vendo tudo, mas nem parece
Chateado e sozinho
Precisando de carinho
De cabeça baixa
Pensando no mundo,
nada se encaixa
Por que estou aqui
Tão longe de ti
Não me importo mais com nada
Sou uma criatura desalmada
E importo somente com ti
Minha alma entrego a ti
Mesmo sem pensar
Sei que estou a te amar
Mais dias frios passarão
Antes que eu controle meu coração
Nada mais posso fazer
A não ser viver
Sabendo que afinal
Essa dor é tão forte
Que espero pela morte
Só assim acabaria
Pois não mais existiria
Sem chance de conseguir
Alguém para amar
Por agora desistir
De procurar
E a chuva não acaba
Não penso mais nada
Apenas em desistir
Deixar de existir...
Lamentos De Uma Vampira
Não consigo sentir mais nada
Meu coração está parado
A lua não aparece mais
Me parece que não vivo
Que não mereço viver
Depois daquela noite
Parei de viver
Comecei a sugar vidas
Mas não consigo mais
Isso me parece cruel demais
Mas o que devo fazer
Se um humano eu ver?
Meu corpo não mais me obedece
O que farei
Se eu ver você?
Acho que me mataria
Antes de sugar sua alma
Sua vida
Não posso mais amar
Porque meu coração morreu
Então o que sinto por você?
Acho que de amor já passou
Agora é eterno
Vou ficar a eternidade
Evitando encontrá-lo
E você até o resto de sua vida
Chorando porque o ignoro
Mas se você soubesse?
Se uniria a mim?
Mas ficarei a eternidade na dúvida
Pois o venero tanto
Que não quero que se transforme
Em um monstro que sou
Uma sugadora de almas...
Meu coração está parado
A lua não aparece mais
Me parece que não vivo
Que não mereço viver
Depois daquela noite
Parei de viver
Comecei a sugar vidas
Mas não consigo mais
Isso me parece cruel demais
Mas o que devo fazer
Se um humano eu ver?
Meu corpo não mais me obedece
O que farei
Se eu ver você?
Acho que me mataria
Antes de sugar sua alma
Sua vida
Não posso mais amar
Porque meu coração morreu
Então o que sinto por você?
Acho que de amor já passou
Agora é eterno
Vou ficar a eternidade
Evitando encontrá-lo
E você até o resto de sua vida
Chorando porque o ignoro
Mas se você soubesse?
Se uniria a mim?
Mas ficarei a eternidade na dúvida
Pois o venero tanto
Que não quero que se transforme
Em um monstro que sou
Uma sugadora de almas...
Provocações...
Dois amigos caminhavam pelas ruas de uma cidade...
afinal, a noite estava perfeita para caminhadas noturnas...
tudo seria "normal" e monótono se não fosse por uma coisa...
ela era uma vampira...
e seu amigo não acreditava muito e quase sempre a provocava
dizendo que ele doaria sangue ou energia se ela quisesse.
Ela, como tinha uma grande consideração por ele, jamais aceitava tal coisa...
pois, prezava a amizade dele e, portanto, sempre se esforçava muito para se controlar,
apesar do ardente desejo de prová-lo.
Contudo, numa noite de Lua Cheia - a fase lunar plena de magia e...loucura!
Vento sussurrante e céu meio enevoado...
ahhh...ele resolveu provocá-la novamente,
sem saber que, desta vez, ela não iria se conter...e aceitaria!
Ela, então, parou de caminhar...ele estranhou e perguntou o que houve...
ela, emudecida, apenas o fitou profundamente e foi se aproximando.
Ele notara que seu olhar havia mudado...
o que ele via ali não era aquela sua amiga..
mas, sim, metaforicamente falando, uma dama da noite em chamas...!
Ele começou a sentir uma arrebatadora vontade de se entregar e começaram a se beijar...
a cada toque, o desejo ia aumentando e ele ia se sentindo um pouco sonolento, anestesiado...
ele percebera que estava correndo o risco de desfalecer,
mas estava hipnotizado e quase não conseguia raciocinar.
Ele, nada sentira, a não ser a ardente sensação de prazer...e perigo!
Ele entrava em bradicardia e sua respiração ia se tornando lenta e profunda.
Em seguida, ele caíra em sono profundo..ela continuou ao seu lado,
apenas observando-o, carinhosamente, sob o divino luar...e assim permaneceram,
até o amanhecer...
afinal, a noite estava perfeita para caminhadas noturnas...
tudo seria "normal" e monótono se não fosse por uma coisa...
ela era uma vampira...
e seu amigo não acreditava muito e quase sempre a provocava
dizendo que ele doaria sangue ou energia se ela quisesse.
Ela, como tinha uma grande consideração por ele, jamais aceitava tal coisa...
pois, prezava a amizade dele e, portanto, sempre se esforçava muito para se controlar,
apesar do ardente desejo de prová-lo.
Contudo, numa noite de Lua Cheia - a fase lunar plena de magia e...loucura!
Vento sussurrante e céu meio enevoado...
ahhh...ele resolveu provocá-la novamente,
sem saber que, desta vez, ela não iria se conter...e aceitaria!
Ela, então, parou de caminhar...ele estranhou e perguntou o que houve...
ela, emudecida, apenas o fitou profundamente e foi se aproximando.
Ele notara que seu olhar havia mudado...
o que ele via ali não era aquela sua amiga..
mas, sim, metaforicamente falando, uma dama da noite em chamas...!
Ele começou a sentir uma arrebatadora vontade de se entregar e começaram a se beijar...
a cada toque, o desejo ia aumentando e ele ia se sentindo um pouco sonolento, anestesiado...
ele percebera que estava correndo o risco de desfalecer,
mas estava hipnotizado e quase não conseguia raciocinar.
Ele, nada sentira, a não ser a ardente sensação de prazer...e perigo!
Ele entrava em bradicardia e sua respiração ia se tornando lenta e profunda.
Em seguida, ele caíra em sono profundo..ela continuou ao seu lado,
apenas observando-o, carinhosamente, sob o divino luar...e assim permaneceram,
até o amanhecer...
Paixão pelo inexistente
Eterno apaixonado De coração destroçado
Levanta, e ja cai atordoado
Sempre mal recuperado
Eis aqui minha dor
que me causa até tremor
sentimentos a todo fervor
paixão, decepção, sofrimento, pavor
O que carrego comigo
Fonte ilimitada de amor
Sempre abalada pelo castigo
Vagando, chorando
sem o meu Incansável
busca de abrigo
Destruida me perco no breu
Aquele que eu mesma me coloquei!
Levanta, e ja cai atordoado
Sempre mal recuperado
Eis aqui minha dor
que me causa até tremor
sentimentos a todo fervor
paixão, decepção, sofrimento, pavor
O que carrego comigo
Fonte ilimitada de amor
Sempre abalada pelo castigo
Vagando, chorando
sem o meu Incansável
busca de abrigo
Destruida me perco no breu
Aquele que eu mesma me coloquei!
†Soneto do Solitário†
Triste e solitário sempre a viver
Pelos cantos calado, e a sofrer
Mente vazia sem pensar em mais nada
Apenas deixando passar a vida
Não mais esperando por sua atenção
Não mais querendo ter seu coração
Quero de volta o tempo que perdi
Em todos momentos que pensei em ti
Mas não me arrependo de ter te amado
De nada que eu sempre tenha pensado
Me arrependo apenas de não ter dito
Não disse e não direi mais nessa hora
Não adianta mais dizer nada agora
Já que não volta esse tempo maldito...
Pelos cantos calado, e a sofrer
Mente vazia sem pensar em mais nada
Apenas deixando passar a vida
Não mais esperando por sua atenção
Não mais querendo ter seu coração
Quero de volta o tempo que perdi
Em todos momentos que pensei em ti
Mas não me arrependo de ter te amado
De nada que eu sempre tenha pensado
Me arrependo apenas de não ter dito
Não disse e não direi mais nessa hora
Não adianta mais dizer nada agora
Já que não volta esse tempo maldito...
Assinar:
Postagens (Atom)
