Eu sou o morto andar desolador...
minhas apologias
Eu estou feliz você nunca entenderá
O que é ser...
pego seis pés abaixo do Vidro sólido...
eu posso enxergar lá fora
mas ninguém enxerga aqui dentro
Gritando na prisão...
Eu me tranquei dentro...
Eu sinto muito por estar respirando ainda...
E por estar matando de novo...
Mas a solidão é tanta...
pra eu agüentar
O gosto de sangue fresco...me atrai
Eu... contei pra mim mesmo...
a contínua dor poderia facilitar...
a tensão... o interior em chamas
Mas as noites... eram frias...
e os dias... passavam como semanas
Eu morrerei... aqui sozinho...
eu morrerei...
O medo de um romance...
A dor de viver...
O prazer do sofrimento...
O força do perdão...
Deus me ajude...
eu estou tão cansado...
Mas em meus sonhos...
os lobos comem minha alma...
Deus me ajude...
eu estou tão assustado...
Mas em meus sonhos...
os lobos despedaçam o meu coração
Eu costumava ser louro...
um santo em um tempo desofrimento
Mas teve uma reviravolta...
e eu dei um beijo de adeus no sol...
Não entenda...
é sempre mais escuro nos meus olhos
Os gritos dos meus irmãos... me encoraja.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Vampiros
Poucas criaturas da noite
capturaram nossa imaginação
como os vampiros...
O que explica nossa duradoura fascinação
pelos vampiros?
O que sobre o mito deles explica o nosso interesse?
Seria a variedade de luxúria, poder, controle...
Ou seria a fascinação
Com a imortalidade dos mortos-vivos?
E quais partes obscuras e escondidas da nossa Alma
São despertadas e cativadas
Pela lenda dos imortais...?
O mistério dos mortos-vivos
vai continuar a encantar os vivos... (lendas)....
capturaram nossa imaginação
como os vampiros...
O que explica nossa duradoura fascinação
pelos vampiros?
O que sobre o mito deles explica o nosso interesse?
Seria a variedade de luxúria, poder, controle...
Ou seria a fascinação
Com a imortalidade dos mortos-vivos?
E quais partes obscuras e escondidas da nossa Alma
São despertadas e cativadas
Pela lenda dos imortais...?
O mistério dos mortos-vivos
vai continuar a encantar os vivos... (lendas)....
quarta-feira, 8 de abril de 2009
A Lua
Quantas luas devo encontrar
para ao seu lado estar
Quando olho para você
encontro nos seus olhos
O reflexo da lua que brilha
Lua que ilumina sua beleza
e mostra a sua juventude
sempre brilhante sempre viva
e faz seus cabelos se moverem ao vento
mostrando seu sorriso de caninos salientes
e uma boca sedutora que desejo beijar
Que neste beijo tenha seu sangue
e que seja misturado com o meu
para juntos vivermos a noite
onde a lua é nosso guia...
para ao seu lado estar
Quando olho para você
encontro nos seus olhos
O reflexo da lua que brilha
Lua que ilumina sua beleza
e mostra a sua juventude
sempre brilhante sempre viva
e faz seus cabelos se moverem ao vento
mostrando seu sorriso de caninos salientes
e uma boca sedutora que desejo beijar
Que neste beijo tenha seu sangue
e que seja misturado com o meu
para juntos vivermos a noite
onde a lua é nosso guia...
A Vampira
A noite, sem uma vampira,
é o mesmo que não ter estrelas,
não ter lua e não ter céu.
Pois a magia que ela emana é única.
O abraço da vampira deixa eterna marcas.
Uma conversa, um toque,
um sorriso e a esperança de que cada noite sera
melhor, mas quente e mais apaixonante.
Como eu queria a eternidade,
mas ela me disse que somos eternos, que já
temos nossa própria maneira de viver para sempre
e que ainda temos a vantagem de escolher o que queremos.
Diferente dela, que nunca terá escolha.
Será eterna e solitária.
Ainda disse que temos o dom de sermos o que
quisermos ser, mas ela não.
Será sempre a mesma coisa para todo o sempre.
Então... Ela me beijou e seguiu seu caminho.
Eu... Fiquei ali... Calado, com lágrimas nos olhos.
Tento olhar as estrelas,
mas a minha vista estava embassada demais.
Então imagino que caminho eu escolheria,
mas não existe caminho nenhum.
Meu coração tinha ido com ela.
Coloco a mão no meu pescoço e sinto o meu
sangue sair lentamente.
Ela me mordeu.
Meu sorriso voltou.
Em breve então, irei encontrá-la!
é o mesmo que não ter estrelas,
não ter lua e não ter céu.
Pois a magia que ela emana é única.
O abraço da vampira deixa eterna marcas.
Uma conversa, um toque,
um sorriso e a esperança de que cada noite sera
melhor, mas quente e mais apaixonante.
Como eu queria a eternidade,
mas ela me disse que somos eternos, que já
temos nossa própria maneira de viver para sempre
e que ainda temos a vantagem de escolher o que queremos.
Diferente dela, que nunca terá escolha.
Será eterna e solitária.
Ainda disse que temos o dom de sermos o que
quisermos ser, mas ela não.
Será sempre a mesma coisa para todo o sempre.
Então... Ela me beijou e seguiu seu caminho.
Eu... Fiquei ali... Calado, com lágrimas nos olhos.
Tento olhar as estrelas,
mas a minha vista estava embassada demais.
Então imagino que caminho eu escolheria,
mas não existe caminho nenhum.
Meu coração tinha ido com ela.
Coloco a mão no meu pescoço e sinto o meu
sangue sair lentamente.
Ela me mordeu.
Meu sorriso voltou.
Em breve então, irei encontrá-la!
Fantasma
Fantasma que assombra a mente…
fantasma que assola o inconsciente
sobrevoando sem piedade...
Rodeando os pensamentos.
Fantasma do passado,
do medo e do pecado
Fantasma da ilusão....
faz de mim um andarilho da noite,
morador da solidão.
Consumindo minha paz, atormentando,
acorrentando minha mente…
fantasma do inconsciente,afaste-se...
liberte-me de suas lembranças,
de sua presença dentro de mim,
eu te nego, te exorcizo,
expulso-te de mim.
Fantasma que assola o inconsciente ,
encontre sua luz...
fora de minha mente…
encrave sua cruz!
fantasma que assola o inconsciente
sobrevoando sem piedade...
Rodeando os pensamentos.
Fantasma do passado,
do medo e do pecado
Fantasma da ilusão....
faz de mim um andarilho da noite,
morador da solidão.
Consumindo minha paz, atormentando,
acorrentando minha mente…
fantasma do inconsciente,afaste-se...
liberte-me de suas lembranças,
de sua presença dentro de mim,
eu te nego, te exorcizo,
expulso-te de mim.
Fantasma que assola o inconsciente ,
encontre sua luz...
fora de minha mente…
encrave sua cruz!
segunda-feira, 30 de março de 2009
A Noite
A noite... Ah! A Noite -
"Bela e Sensata"
A noite dos poetas:
por eles sempre cantada
Em versos bêbados de sangue, álcool e amor.
A noite aceita as estrofes,
Os espaços aflitos,
As metáforas nervosas,
Os eufemismos famintos de abrigo e calor.
A noite acomoda a febre do criador,
Pois é musa vadia e carinhosa;
A noite é mãe sem pudor.
Mas não procures loucuras na noite.
Os alucinados somos nós,
Os desejos somos nós,
As ilusões somos nós;
Quem Prometeu as chamas fomos nós,
Quem colocou São Jorge na lua com os dragões fomos nós.
A noite é crua - escura e fria.
Se duvidas, pergunta ao mendigo que dorme nela:
Ele te dirá que o fogo e a febre vêm da cachaça que bebe,
E não da noite que o abraça,
Porque a noite não abraça,
Não te abraça, adoradora das sombras.
Ela apenas te aceita como aceita qualquer um.
O que te abraça é essa noite estranha e inesperada,
Essa nebulosa poética que temos em comum;
É essa serenata selvagem de mitos urbanos,
Essa canção cheia de harmonia e distorção:
Melodias que fecham teus olhos,
Que abrem tua boca,
Que penetram em teu corpo bem devagar...
A noite... Bah!
A "Noite" é nada
Comparada à noite,
NOITE IMENSA que levas pra cama,
A noite que trazes insana dentro de ti;
A noite que eu quero encontrar,
A noite que eu quero possuir.
"Bela e Sensata"
A noite dos poetas:
por eles sempre cantada
Em versos bêbados de sangue, álcool e amor.
A noite aceita as estrofes,
Os espaços aflitos,
As metáforas nervosas,
Os eufemismos famintos de abrigo e calor.
A noite acomoda a febre do criador,
Pois é musa vadia e carinhosa;
A noite é mãe sem pudor.
Mas não procures loucuras na noite.
Os alucinados somos nós,
Os desejos somos nós,
As ilusões somos nós;
Quem Prometeu as chamas fomos nós,
Quem colocou São Jorge na lua com os dragões fomos nós.
A noite é crua - escura e fria.
Se duvidas, pergunta ao mendigo que dorme nela:
Ele te dirá que o fogo e a febre vêm da cachaça que bebe,
E não da noite que o abraça,
Porque a noite não abraça,
Não te abraça, adoradora das sombras.
Ela apenas te aceita como aceita qualquer um.
O que te abraça é essa noite estranha e inesperada,
Essa nebulosa poética que temos em comum;
É essa serenata selvagem de mitos urbanos,
Essa canção cheia de harmonia e distorção:
Melodias que fecham teus olhos,
Que abrem tua boca,
Que penetram em teu corpo bem devagar...
A noite... Bah!
A "Noite" é nada
Comparada à noite,
NOITE IMENSA que levas pra cama,
A noite que trazes insana dentro de ti;
A noite que eu quero encontrar,
A noite que eu quero possuir.
*Alguém com ela foi conversar*
As linhas deste papel
Hoje me fizeram relembrar
Daquelas paralelas de sangue
No chão a marcar
Me lembro apenas do grito
Que no ouvido insiste em ficar
Um grito agudo e sofrido
Que me faz pensar
No porque daquelas marcas
Que não querem secar
Um sangue vivo
Que chega a enojar
Mas elas estão lá
Para mostrar
Que mesmo que se tente
Não há como escapar
A morte está em todo lugar
E um dia ela irá lhe sorrir
Pode apostar
Mas não fique assustado
Se a encontrar
Estenda-lhe a mão
E vá com ela passear
Pois assim como as paralelas no chão
Alguém foi com ela conversar.
Hoje me fizeram relembrar
Daquelas paralelas de sangue
No chão a marcar
Me lembro apenas do grito
Que no ouvido insiste em ficar
Um grito agudo e sofrido
Que me faz pensar
No porque daquelas marcas
Que não querem secar
Um sangue vivo
Que chega a enojar
Mas elas estão lá
Para mostrar
Que mesmo que se tente
Não há como escapar
A morte está em todo lugar
E um dia ela irá lhe sorrir
Pode apostar
Mas não fique assustado
Se a encontrar
Estenda-lhe a mão
E vá com ela passear
Pois assim como as paralelas no chão
Alguém foi com ela conversar.
*Pequena Bailarina*
A pequena bailarina parou
Onde está a mão que dá corda?
Eis então o começo
Estamos no meio de uma sinfonia
A um passo da viagem de amanhã
E a um palmo da morte
Tic-tac, tic-tac,
a mente diz que o tempo se arrasta
O súbito grito cessa
Na cozinha está o copo,
onde está a criança?
Passos no asfalto
A pequena mancha de vermelho a relva
Tic-tac, tic-tac,
soa o relógio do inquisidor
Ele comanda a sinfonia agora
Não é um demônio, é um homem
Eis então o fim
A pequena bailarina parou
Onde está a mão que dá corda?
Jaz sob a terra
Envolta no véu da morte...
Onde está a mão que dá corda?
Eis então o começo
Estamos no meio de uma sinfonia
A um passo da viagem de amanhã
E a um palmo da morte
Tic-tac, tic-tac,
a mente diz que o tempo se arrasta
O súbito grito cessa
Na cozinha está o copo,
onde está a criança?
Passos no asfalto
A pequena mancha de vermelho a relva
Tic-tac, tic-tac,
soa o relógio do inquisidor
Ele comanda a sinfonia agora
Não é um demônio, é um homem
Eis então o fim
A pequena bailarina parou
Onde está a mão que dá corda?
Jaz sob a terra
Envolta no véu da morte...
*Soneto da Noite*
Ah, que Tristeza flutua nos luares,
mais agora que o mundo vai morrendo,
e um vulto envolto em sonhos
pelos aresem raios e grinaldas vem descendo...
Nos teus olhos sinto anjos florescendo...
dou-te a alma se à noite me beijares
no perfume que o escuro vai tecendo
aos fantasmas que em névoas vêm aos pares.
E em mim gotejam almas:
noite nuanas árias lutulentas que cantaste,
na febre, na loucura que flutua...
És sangue de rosas, espinhos da haste,
a alma da morte, veneno da lua...
mais agora que o mundo vai morrendo,
e um vulto envolto em sonhos
pelos aresem raios e grinaldas vem descendo...
Nos teus olhos sinto anjos florescendo...
dou-te a alma se à noite me beijares
no perfume que o escuro vai tecendo
aos fantasmas que em névoas vêm aos pares.
E em mim gotejam almas:
noite nuanas árias lutulentas que cantaste,
na febre, na loucura que flutua...
És sangue de rosas, espinhos da haste,
a alma da morte, veneno da lua...
* Agora sinto a paz*
Depois da dor somente a paz
Meu corpo já não me responde mais
Tento me mover mas é em vão
Quando abro os olhos só há escuridão
Onde estou não sei dizer
Não consigo me lembrar
Tento então fazer alguma coisa
Mas não consigo me levantar
Estou preso ao chão
E percebo não ter mais as mãos
Minhas pernas também não as sinto
Só então percebo meu pé de um lado caído
Quando menos espero luzes são acesas
E me vejo em pedaços
Não há tempo nem para gritar
Somente vejo aquele brilho da lâmina em meu pescoço
E a minha cabeça a rolar
Fecho os olhos
E sinto o sangue ainda quente a rolar
Estou morto e agora sinto a paz...
Meu corpo já não me responde mais
Tento me mover mas é em vão
Quando abro os olhos só há escuridão
Onde estou não sei dizer
Não consigo me lembrar
Tento então fazer alguma coisa
Mas não consigo me levantar
Estou preso ao chão
E percebo não ter mais as mãos
Minhas pernas também não as sinto
Só então percebo meu pé de um lado caído
Quando menos espero luzes são acesas
E me vejo em pedaços
Não há tempo nem para gritar
Somente vejo aquele brilho da lâmina em meu pescoço
E a minha cabeça a rolar
Fecho os olhos
E sinto o sangue ainda quente a rolar
Estou morto e agora sinto a paz...
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